quinta-feira, 4 de junho de 2009

A 1ª Operação da 2042ª Cmds

Quem não reconhece esta imagem!? (Do arquivo do BArt. 6323)
Vista aérea do Zala (Foto do arquivo do BArt 6323)
Assalto a um acampamento pelo 4º grupo

A actividade operacional no norte de Angola (ZM
N que pela natureza das acções do inimigo ( Movimentos de Libertação ), requeriam a constante intervenção de tropas especiais, desenrolava-se em zonas que se situavam desde Maquela do Zombo a norte e de Santa Cruz a nordeste, até à vila Caxito.
Foi nesta região militar que a 2042ª C.C. iniciou a sua actividade operacional no dia um de Junho de mil novecentos e setenta e três, na operação Bolada I/H. Saiu de manhã em coluna auto do Grafanil, em direcção às Povoações do Zala e do Toto, situadas nestas áreas de actividade da guerrilha.
No controlo militar de Sassa a norte da povoação do Caxito, um grupo de combate separou-se da companhia e dirigiu-se para o Zala, pela estrada (picada) de Nanbuangongo.
A companhia, continuou a sua viagem até ao Toto, onde chegou no dia dois de Junho. Nesta unidade militar já se encontravam a 33ª e a 37ª C.C.
Depois do breafing realizado na berliet de operações, entre o comandante da operação, o comandante da companhia e os comandantes de grupo, iniciou-se a preparação e saída dos grupos de combate, para a pequena base da força aérea situada a cerca de cinco quilómetros da sede do batalhão de infantaria do Toto. Permaneceram no acampamento, em apoio aos grupos em actividade operacional, o grupo de alerta e as duas equipas de defesa imediata.
Desta base aérea, transportados em helicópteros Puma e Allouette III, quatro dos cinco grupos que viajaram para o Toto, foram largados na área e nas posições destinadas aos grupos da 2042ª C.C. no âmbito da operação Bolada I/H. As acções realizadas nesta operação, constituíram as primeiras em zonas declaradas de guerrilha.
As posições de largada dos grupos, salvo as que correspondiam a golpes de mão sobre objectivos bem localizados, situavam-se normalmente muito longe do objectivo da operação. Na sua progressão e para evitar confrontos em desvantagem, a direcção do grupo de comandos era várias vezes alterada e a marcha várias vezes interrompida para acções de despiste, reconhecimento e emboscada. Sabia-se que muito dificilmente e por muito pouco tempo, os nossos inimigos perderiam a nossa posição, mesmo que o grupo se encontrasse completamente parado e escondido no matagal.
Na mesma zona, outros grupos da 2042ª Cmds ou de outras companhias desenvolviam as suas acções o que constituía uma vantagem em caso de necessidade mas também um risco em caso de aproximação involuntaria.
Depois de concluídas as operações com a duração de três noites, os grupos lançados do Toto e do Zala foram recolhidos por helicópteros para o aquartelamento do Toto. Concluída a operação Bolada I/H, com duas ou três acções por grupo, a companhia regressou a Luanda, em meios auto, no dia dezanove de Junho de mil novecentos e setenta e três, sem baixas e com algum material capturado ao inimigo: uma pistola metralhadora STEN MKII e uma espingarda Mauser.

4 comentários:

António Carvalho disse...

Robim a foto aérea de Zala não é da Cart3514, pois como sabes nunca estivemos nessa zona, mas sim em Gago Coutinho, o seu a seu dono.
um abraço
Carvalho

Polibio Robim disse...

...Com efeito peço desculpa pelo lapso.Foi apenas uma troca de Blogue, e como tu dizes o seu,a seu dono,aqui estou a redimir-me e a repor a verdade!!Pertence ao arquivo do BArt 6323, que por essa altura se encontraram connosco.
Um abraço
Robim

garcez1ck disse...

Para quemconheceu o ZALA em 63 isto até parace uma cidade so falta
as luzes da ribalta mas sei que no teu tempo ainda havia muitos "foguetes".
Um abraço
CaboPorto

Polibio Robim disse...

..Tens razão,paasei bons momntos aqui, especialmente das Sanzalas!!tu sabes do que falo!!Abraço amigo