sábado, 24 de outubro de 2009

Uma força de respeito acomodada!

Desabafo de ex-combatente

O «Jornal de Notícias» desta sexta-feira publica, na página 28, uma carta de Armando Sousa, ex-combatente da Guerra Colonial:

“Recebi o Suplemento Especial de Pensão atribuído aos antigos combatentes na guerra colonial. Por força de uma nova lei – 3/2009, de 13 de Janeiro – o referido suplemento retira-me 35 euros e alguns cêntimos em relação ao ano anterior
. Ao consultar essa mesma lei, verifico que um “novo critério” foi adoptado e, numa escrita complicada, que nem os legisladores entenderão (mas é esse, provavelmente o objectivo), pretendem explicar-me e “limpam-me” sete contos (na moeda antiga) com a maior das diplomacias… Aos senhores presidentes da República e da Assembleia da República, senhor primeiro-ministro e demais ministros do último Governo, apresento as minhas sinceras desculpas por ter combatidos nas matas dos Dembos, e, por força dessa minha atitude obrigar, agora, o país, suportado por lei votada pelos deputados da Nação, ao supremo esforço de remunerar-me com cento e cinquenta euros anuais. Obrigo-me, por isso, a ficar grato ao meu país por este reconhecimento. Na realidade, eu sempre pensei, enquanto ex-combatente, que não valia nada. Enganei-me…

(Nota) Claro que estes ursos que nos governam desconhecem essa história. A história que os pais deles lhes contaram, foi de que fomos para lá beber umas cervejas! E nós combatentes aceitamos isso na sua maioria. Foto e texto extraido do blog, LESTEDEANGOLA. weblog.com.pt

7 comentários:

Augusto disse...

Onde anda a força destes homens?
Nós fomos quase um Milhão a passar pela guerra colonial,somos muitos a receber o misero suplemento, mas nada fazemos:porquê?
Já dei uma opinião:se só os reformados(infelizmente) recebem esses miseros euros porque não nos organizarmos e acampar em frente da A.R.?

Augusto disse...

No nossso modesto blogue temos uma opinião sobre o tema, pode ser visitado aqui:

http://sougus.spaces.live.com/

Polibio Robim disse...

Antonio disse...
Olá ompanheiros, sou um velho Para-quedista que teve o previlégio de partilhar convosco as mesmas ZA,desde as frondosa matas dos Dembos, às "amosquitadas" terras do Leste de Angola, onde a vida de tantos jovens Patriotas foi ceifada.

Estive a ver os slides de companheiros tombados em combate, postados no site e não pude deixar de verter uma lágrima rebelde!...

Não querendo abordar a questão de recompensa monetária,a qual considero uma ofensa à nossa dignidade, lamento muito que a sociedade ignore vergonhosamente aqueles que deram o melhor de si nos melhores anos da sua existência.

Os meus respeitos.

Sousa.




Os meus respeitos
26 de Outubro de 2009 02:00

Polibio Robim disse...

...Obrigado camarada Pára-quedista por teu comentário,cuja tua opinião vem de encontro aos nossos sentimentos expressados em tudo quanto é noticia.Por lapso adicionei na minha página o Blogue onde puseste o comentário.Esse blog repus na minha lista de blogs ao lado onde se mantém o mesmo.Espero que não seja um inconveniente para ti esta reposição,porque no fundo fomos todos soldados em Àfrica!Um abraço.

Polibio Robim disse...

Viva Camarada Augusto!Concordo plenamente contigo, na abordagem que fazes sobre o assunto.Mas na realidade existe muito imobilismo das diferentes associaçôes,e de quem as lidera em alguns casos sabe-se porquê!!Também é sabido que somos acomodados,e que os beneficios não caem do céu,mas conquistam-se!Adicionei o teu Blogue na minha página,pois considero bem conseguido e interessante para a divulgação de que fomos soldados em África a troco de nada!!Um grande abraço.

Bmonteiro disse...

“ ANTIGOS COMBATENTES: DIGNIDADE”

Os combatentes das últimas campanhas ultramarinas, alguns, acabam de receber a comunicação da Caixa Geral de Aposentações informando o valor do acréscimo vitalício de pensão a creditar nas pensões de reforma de Outubro: 150 euros, valor anual (78 euros líquidos nalguns casos).
Um antigo oficial miliciano desabafava para o seu antigo capitão, o tratamento que esta alteração da lei pelo XVII Governo Constitucional lhe tinha merecido: com um cheque, devolver ao Estado o valor atribuído. E se o seu agora coronel, com cinco comissões em África, viu o seu acréscimo vitalício reduzido de 700 para 150 euros, que concluir do reconhecimento devido aos soldados dos treze anos de guerra? Em grande parte dos casos, agraciados com reduções de 150 para 115 euros (ilíquidos).
No princípio era a demagogia. Perante uma campanha eleitoral e para conquistar (ou ludibriar) eleitores, um jovem político avança com a promessa: criar um suplemento de pensão para antigos combatentes.
Sem ter efectuado qualquer cálculo, estavam para vir: as despesas na montagem de um sistema englobando meio milhão de antigos combatentes; os custos pelo pagamento do acréscimo (vitalício) ás centenas de milhares de envolvidos.
E assim se consegue a adesão de eleitores, os indispensáveis votos para conquistar o poder, o que efectivamente veio a suceder com o autor da proposta: Paulo Portas, com o lugar de ministro da Defesa.
Depois, a economia. Para quem nunca acreditou na necessidade, justificação ou bondade de tal medida, nada do agora sucedido espanta. Quem nunca cuidou a sério dos verdadeiros necessitados de apoio, os deficientes militares, com a criação de dois ou três lares de luxo onde serem tratados e ou recolhidos com dignidade, jamais iria estar preocupado genuinamente com 500 mil antigos combatentes que nada tinham pedido. Assim o quis a demagogia, entretanto travada pela economia.
Um antigo coronel engenheiro militar, sugeria há dias à Associação de Oficiais (AOFA), que ponderasse o levantamento de um processo ao Estado (de direito).
Mas desde que vimos um ministro da Defesa (jurista de profissão), cancelar um suplemento de pensão aprovado em diploma do Governo/AR, com um simples despacho seu, tudo é possível, como no reino da Dinamarca.
No final, a demagogia. Reduzida a «Vitalícia», por se ter tornado incomportável para as Finanças do Estado, assim se cultiva a dignidade dos antigos combatentes. Registe-se a honradez dos responsáveis políticos do Estado: Governo/AR.
Assim se comprova como são rigorosos os governos, excepto quando das grandes empreitadas ou dos profundos estudos com que preparam o futuro do país.
Já não haverá muitos antigos combatentes, que pelos sessenta anos de idade voltem agora a ser pais. Uma nova surpresa (agradável) os esperaria. Numa conta bancária dedicada ás cem mil crianças a nascer anualmente nos próximos anos, o depósito de 200 euros, por obra e graça do XVIII Governo Constitucional. Aqui está no que dão as promessas eleitorais (sem custos para os utilizadores: secretário geral do PS).
Nada como 200 euros de pura demagogia: 20 milhões anuais, 80 milhões por legislatura. A recolher dos impostos dos contribuintes e contributo dos antigos combatentes?

Barroca Monteiro
(enviado ao DN)

garcez1ck disse...

Tens razao camarada , mas infelismesnte continuamos com as costas largas
somos uma força de respeito, mas infelizmente muito dividida, temos
de ter um SECRETARIO DE ESTADO AOS COMBATENTES como todos os paises que
se prezam e que fizeram a guerra, pois so assim sairemos da cepa torta
Ou entao estao à espera que passemos todos a " cassarola" ou seja mortos
vamos a ver o que faz o Ministro da Defesa, estou à espera
Um abraço